
Michael Bublé reconhece que, ao iniciar a gravação de seu quarto álbum de estúdio, “Crazy Love”, “não pensava em cantar essas músicas”.
O cantor canadense, que se tornou um astro mundial ao interpretar standards norte-americanos, misturando alguns poucos sucessos de rock e pop interpretados naquele estilo, estava passando por “momento muito ruim”, tendo rompido recentemente com sua namorada, a atriz britânica Emily Blunt. Em 2007, ele compôs o sucesso “Everything” para ela, mas sua seleção de canções para “Crazy Love” reflete um estado de espírito muito diferente, desde a abertura, “Cry Me a River”, até “Heartache Tonight” dos Eagles.
Apesar de seu estado de espírito e seleção de canções combinarem perfeitamente, diz Bublé, ele estava preocupado em conseguir “vender” as apresentações e transmitir adequadamente os emoções que estava vivenciando.
“Havia muita introspecção, tristeza e arrependimento, e ao mesmo tempo esperança”, diz o cantor de 34 anos, que atualmente está namorando a atriz argentina Luisana Lopilato. “Eu escolhi essas canções porque eu sabia que, especialmente naquele momento, eu realmente estava sentindo o que cantava.”
“Não foi a coisa mais divertida do mundo”, diz Bublé, falando por telefone de Nova York. “Foi terapêutico, mas não era exatamente algo para fazer se sentir bem. Mas de uma forma estranha, foi empolgante para mim ficar tão vulnerável e, pela primeira vez, ser realmente tão honesto.”
Aparentemente funcionou. “Crazy Love” passou duas semanas no primeiro lugar da parada Billboard 200, após seu lançamento em outubro, assim como chegou ao topo das paradas no Canadá, Itália e Austrália, onde rapidamente recebeu dois discos de platina.
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